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O vestibular da Fuvest sofreu algumas alterações importantes neste ano. A primeira diz respeito ao número de questões que passa de 100 para 90, sendo nove delas interdisciplinares. Alguns veículos chegaram a publicar que essas perguntas de caráter interdisciplinar estariam separadas em um único bloco e identificadas, enquanto que as outras 80 questões encontrariam-se misturadas, sem a separação por disciplina, ao longo da prova. Mas a Coordenadoria de Comunicação da Fuvest informa que não há nenhuma informação oficial, até o momento, relativa à distribuição das perguntas.
Por outro lado, a diminuição do número de perguntas e manutenção das cinco horas para a realização do vestibular podem beneficiar os alunos, "porque a prova se tornará menos cansativa", na avaliação do coordenador do Cursinho da Poli, Rubens Faria. Em relação a introdução das questões interdisciplinares, Faria acredita que o impacto deva ser menor. "Muitos estudantes que já prestaram o Enem ou a Unicamp, estão acostumados a uma prova diferenciada", diz. Mas ele admite que a mudança pode dar mais chance àqueles que não tiveram acesso a um conhecimento mais técnico de determinadas matérias.
Mas a medida de maior impacto é a que concede um bônus de 3% para todos os jovens que fizeram o ensino fundamental e médio em escolas da rede pública. A iniciativa visa incluir 600 jovens com esse perfil nos bancos das faculdades da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente são 2,2 mil alunos oriundos de escolas públicas, de um total de 10 mil. "Toda medida que inclua mais jovens vindos das escolas públicas é muito relevante, desde que feita com critérios rigorosos. Infelizmente não resolve o problema como um todo, já que o cerne da questão está na baixa qualidade do ensino básico e no reduzido número de vagas em universidade públicas, mas, sem dúvida, é importante".
Segunda fase
Tradicionalmente, para a segunda fase eram convocados dois candidatos para cada vaga disponível nas carreiras mais disputadas. A partir de agora todas as áreas terão uma segunda etapa e serão três jovens escolhidos por vaga em cada profissão. O número de estudantes nessa fase passará de 31 mil para 37 mil.
O coordenador do Cursinho da Poli, no entanto, afirma que o aluno que vai muito bem na primeira fase, praticamente está dentro da USP. "A segunda fase só corrobora o resultado da primeira. Em pouquíssimos casos podemos dizer que a segunda fase foi totalmente decisiva, basta compararmos notas de estudantes que foram para a segunda fase. Mas vamos esperar para conferir os resultados práticos dessa alteração".
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